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terça-feira, 22 de setembro de 2009


Chuva de Amor
Suzana Motta

Vem chuva
Com seus pingos ritmados
Soar sua música
No teto do meu quarto.
Vem vento
Pra fazer o acompanhamento.

Lá fora,
A chuva molha e escorre pela terra.
Aqui dentro,
O suor desliza molhando corpos
Que num ritmo próprio
Faz ecoar a música do amor,
Sereno, doce, apaixonado.

Chuva que refresca
Amor que aquece.
Encontro de nuvens
Trazendo o trovão,
Encontro de corpos,
Produzindo uma explosão.

Chuva que molha e perfuma a terra,
Amor que exala de corpos saciados
Adormecidos abraçados
Ao som da chuva, agora mansa;
Caindo no telhado.

domingo, 13 de setembro de 2009

AMAR É...


sábado, 5 de setembro de 2009

MEDITAÇÃO


MEDITAÇÃO

“A meditação não é o controle do corpo, nem técnica de respiração. Devemos estar numa postura correta quando começamos a meditar - mas as relações com o corpo terminam, aí”.

“A verdadeira meditação começa e acaba na mente. Não procuremos a concentração forçada, que só nos causa ansiedade; quando meditamos direito, a verdadeira concentração aparece. Ela não surge do fato que escolhemos tais pensamentos, ou nos livramos de tais emoções. Ela aparece porque nossa alma não busca respostas”.

“Quando nos livramos da necessidade de orientar as coisas ao nosso modo, permitimos que o fluxo divino nos guie até onde devemos chegar”.

01- A força e a sabedoria

R. Barros conta que, a cada ano, a cidade se reunia para um concurso. Quem cortasse mais troncos durante 15 horas levava o prêmio. O mestre lenhador sempre ganhava.
Um dia, um rapaz resolveu desafiá-lo. Confiando na sua juventude e disposição, apostou muito dinheiro em si mesmo.
O concurso começou. A cada hora, o mestre sentava-se um pouco.
“Ele já perdeu a vitalidade”, pensava o rapaz, enquanto trabalhava sem parar.
No final, foi feita a contagem: e o mestre ganhou.
“Não é possível!”, disse o rapaz para o mestre. “Como pode ter ganho, se eu vi o senhor parar muitas vezes para descansar?”
“Eu não estava descansando”, respondeu o mestre. “Eu parava para afiar o machado”.

02- A hora de agir, a hora de recuar Quando o viajante tinha dez anos, a mãe obrigou-o a fazer um curso de educação física.
Um dos exercícios era pular de uma ponte na água. Ele morria de medo. Ficava no último lugar da fila, e sofria com cada menino que pulava na frente, porque em pouco tempo chegaria o momento de seu salto. Um dia, o professor - vendo seu medo - obrigou-o a ser o primeiro a pular.
Teve o mesmo medo, mas acabou tão rápido que passou a ter coragem.
Diz o mestre:
Muitas vezes temos que dar tempo ao tempo. Outras vezes, temos que arregaçar as mangas, e resolver a situação. Neste caso, não existe coisa pior do que adiar.

03- Uma grande aventura
Os monges do deserto afirmavam que era necessário deixar a mão dos anjos agir. Para isto, de vez em quando faziam coisas absurdas - como falar com flores ou rir sem razão. Os alquimistas seguem os “sinais de Deus”; pistas que muitas vezes não fazem sentido, mas que terminam levando a algum lugar.
Diz o mestre:
Não tenha medo de ser chamado de louco - faça hoje alguma coisa que não combina com a lógica que você aprendeu. Contrarie um pouco o comportamento sério que lhe ensinaram a ter. Esta pequena coisa, por menor que seja, pode abrir as portas para uma grande aventura - humana e espiritual.
 
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